sábado, 23 de junho de 2012

COBRANÇA INDEVIDA


                                                                     INTRODUÇÃO
Estávamos afastados do blog por motivo laboral. Entretanto, com saudades de estarmos escrevendo algo que possa ser útil e agradável a nossa edificação espiritual.

Ao voltarmos recebi de minha irmã carnal um Email que nos faz pensar em quais são os valores em que estamos firmados.  

O mundo de então prima por valores materiais, quando a vida verdadeira não é movida por eles. Valorar as essências da vida é primar pela razão da existência.

O olho por olho e o dente por dente faziam parte de um mundo sem Deus. Muito embora aquilo que plantamos é daquilo que vamos colher; porém, não somos nós os agentes da vingança no dia da ira, porque assim disse o Senhor: "Minha é a vingança".

Quem planta o vento irá colher tempestades. No entanto, aquele que planta a paz irá colher a Bonanza das bem aventuranças.

Que este pequeno texto possa ajudar a muitos a entender uma pequena parte dos valores da vida.

Tenham todos uma boa leitura.


COBRANÇA INDEVIDA
Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada. Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração. Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. Lá trataram do ferimento. Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse.

Disposto a partir, o homem disse ao sábio: "Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti."

O mestre olhou fixo para o homem e disse: "Vá e faça o que deseja.  Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz."

O homem ficou assustado e disse: "Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!"

Com serenidade, tornou a falar o sábio: "Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram?"

O homem ficou confuso e o mestre concluiu: "Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode-lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu..."

PÉROLAS DA INTERNET - AUTOR DESCONHECIDO