terça-feira, 21 de agosto de 2012

O ESTRANHO




Ao longo dos dias recebemos muitas mensagens. Dentre elas, algumas nos fazem pensar até aonde estamos sendo senis subliminares de encantos estranhos que nos encantam a alma, mudam as vidas e nos levam pro lixo?

O estranho é uma mensagem de Email que recebi, e confabulando com a nostalgia lembrei-me do começo de tudo, quando íamos a casa de outros ver e ouvir aquilo que um dia nem pensaríamos que seria um ovo de serpente no ninho dos coelhos.   

O EMAIL; O ESTRANHO:
Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade. 
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família. O estranho aceitou e desde então tem estado conosco. Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ele sempre estava informado sobre qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro! Fazia-me rir, e me fazia chorar.

O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava. Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que o estranho tinha a dizer, só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela não estaria lá rezando, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las. 

Palavrões e baixarias, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Entretanto, nosso visitante usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar. 

Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo. 

Falava livremente (e demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito e perdeu completamente o fascínio do início... 

Seu nome?
  

Televisor!

Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.

Obs.:

Agora, este Televisor tem uma esposa que se chama Computador, e um filho que se chama Celular!

Acho que devemos ter muito cuidado com estes dois novatos, que podem tomar nossas vidas mais que o primeiro....