quarta-feira, 1 de agosto de 2012

YESHUA É O MESSIAS.


O SENHOR JESUS É O CRISTO

Desde os idos da história do cristianismo em Israel e no mundo, há rabinos que posicionaram-se contra e outros a favor do ser e do não ser o Senhor Jesus Cristo de Nazaré o grande Messias tão esperado pelo povo judeu. 

Neste post, em um artigo do Rabino Joshua Brumbach (EUA), postado no blog com link abaixo, vemos um pouco da história  desta saga que cria divisões de pensamentos entre o povo judeu.

Ao autor do post, bem como o blog ensinando de sião são todos os créditos deste artigo.

Tenham todos uma boa leitura.


Rabinos que pensaram por si próprios
Por Joshua Brumbach (EUA)




Muitos são os justos que esperam pelo Mashiach
O mito comum divulgado pelos anti-missionários (judeus religiosos que são contra a existência de Judeus Messiânicos) é que os judeus que crêem em Yeshua são ignorantes a respeito do judaísmo e foram enganados ao acreditar que Yeshua é o Messias. O argumento usado é:  “Se você realmente entendesse o ‘verdadeiro Judaísmo da Torá’ você não teria sido desviado”!
Outro mito que dizem é que Yeshua não poderia ser o Messias porque nenhum rabino respeitado jamais acreditou em tal coisa.
Pois bem, estas duas acusações são falsas!
Ao longo dos séculos CENTENAS de rabinos chegaram à conclusão de que Yeshua é de fato o tão aguardado Messias judeu.
Pode ser fácil descartar esta realidade e dizer algo como, “Bem, eles eram apenas ignorantes.” Mas e quanto aos rabinos cultos e respeitados que creram em Yeshua? Certamente não poderiam ser quaisquer gedolim (grandes homens) que iriam acreditar em tal absurdo, certo?
Grandes rabinos que creram:


Rabino Ignác (Isaac) Lichtenstein (rabino chefe, Região Norte da Hungria)
Rav Lichtenstein (1824-1909) serviu 40 anos como rabino chefe na Região Norte da Hungria. Ele era uma autoridade respeitada e no final de sua vida chegou à conclusão de que Yeshua é o Messias. O rabino Lichtenstain sofreu muito por sua convicção. Ele escreveu vários folhetos argumentando que a fé em Yeshua é compatível com o Judaísmo. Eventualmente, a pressão da comunidade o forçou a sair de sua posição como rabino da região, mas ele nunca aceitou o batismo cristão nem o sistema do cristianismo. Ele jamais se uniu a nenhuma ‘igreja’.





Rabino Daniel Zion

Rabino Daniel Tzion - Rabino chefe da Bulgária
Rabino Daniel Zion (1883-1979) foi o Rabino-Chefe da Bulgária que salvou sua comunidade do nazismo e os trouxe a Israel. Quando ele faleceu em 1979, aos 96 anos de idade, a comunidade judaica da Bulgária em Israel deu-lhe um enterro com honras militares e honrarias de estado. Seu caixão ficou no centro de Jaffa com uma guarda militar, e ao meio-dia foi carregado por homens para o cemitério em Holon. Ele foi enterrado como o Rabino-Chefe de Judeus búlgaros o qual os salvou do Holocausto nazista. Rabino Daniel Zion também acreditava que Yeshua era o Messias e sofreu muito por sua convicção. (os ensinos e o testemunho de vida do rabino Zion continuam a impactar a vida de milhares de pessoas, judeus e não-judeus ao redor do mundo, graças ao trabalho de seus alunos (talmidim), como Joseph Shulam (co-fundador do Ministério Ensinando de Sião – Brasil).


Rabino Israel Zolli

Rabino Israel Zolli - Rabino chefe de Roma
Rabino Israel Zolli (1881-1956) foi o ex-Rabino Chefe de Roma que ajudou a salvar 4.000 judeus romanos quando os nazistas entraram em Roma, em 1943. Passando-se como um engenheiro de estruturas, pediu ao Papa Pio XII para proteger os judeus de Roma. O Papa consentiu e ele concordou em fazer igrejas, mosteiros, conventos e os santuários do Vaticano. Antes de vir para Roma, Zolli serviu 35 anos como Rabino-Chefe de Trieste (Itália).
Depois da guerra, Rav Zolli fez uma confissão pública de fé em 1945 e foi forçado a sair de sua posição. No entanto, quando perguntado se ele acreditava que o Messias já teria vindo, ele disse:
“Sim, positivamente. Eu acreditei nisso há muitos anos. E agora estou tão firmemente convencido da verdade que eu posso enfrentar o mundo todo e defender a minha fé com a certeza e solidez das montanhas.” Líderes judaicos o chamaram de herege, o excomungaram, proclamaram um jejum durante vários dias em expiação por sua “traição”, e lamentaram-no como um morto.

Rabino Chil Slostowski
Um descendente de ilustre estirpe de rabinos, Rav Slostowski recebeu a s’micha  (ordenação) aos 17 anos de idade e se tornou um grande ‘gadol’ servindo congregações na Polônia, incluindo o ensino no seminário rabínico em Lodz. Ele se tornou uma autoridade em Kashrut. Ele foi convidado a vir para Israel pelo ex-rabino chefe de Israel, Rav Abraham Isaac Kook, onde foi nomeado Secretário do Rabinato Chefe de Jerusalém.
Após a morte de Rav Kook, em 1935, Slostowski mudou-se para Tel Aviv para ensinar Talmud. Slostowski teve um encontro milagroso ao ler o Novo Testamento em hebraico que o convenceu de que Yeshua era o Messias judeu. Ele tentou manter sua convicção em silêncio, mas dentro de dois meses ele já não poderia mais fazê-lo, e confessou abertamente Yeshua como o Messias e se demitiu do cargo em Tel Aviv. Logo depois ele foi atingido por pedras e hospitalizado. Mas ele não se intimidou por sua fé. Ele continuou a proclamar publicamente que Yeshua é o Messias, apesar da perseguição constante.


Rabino Yechiel Tzvi Lichtenstein

Rabino Yechiel Tzvi Lichtenstein - autor do Toldot Yeshua
Yechiel Tzvi Lichtenstein (1831-1912) era um crente judeu de origem Chasídica. Enquanto na Yeshiva, ele se tornou um discípulo de Yeshua de Nazaré. Ele serviu no Judaicum Delitzschianum  Institutum na Alemanha como professor de ciência rabínica e escreveu vários livros e comentários em hebraico, incluindo refutações de obras anti-missionárias. Sua obra mais popular foi Toldot Yeshua, uma resposta à famosa obra ‘anti-Yeshua’, ‘Toldot Yeshu’. Ele também trabalhou na revisão do Evangelho em hebraico de Franz Delitzsch, e escreveu um comentário todo em hebraico do Novo Testamento.



Rabino Daniel Landsmann

Daniel Landsmann - o Sábio do Talmud
Rabino Daniel Landsmann (1836-1896) foi um alfaiate de Jerusalém e estudioso do Talmud que se tornou crente em Yeshua, em 1863. Ele quase foi morto por seu próprio povo, o qual não aceitou que alguém tão bem educado na tradição judaica pudesse acreditar que Yeshua é o Messias.
Sua perspectiva sobre Yeshua começou a mudar quando ele encontrou na rua uma página em hebraico arrancada de um livro. Ele amou o que leu, e quando descobriu mais tarde que era do Sermão do Monte, ele começou a pensar diferentemente sobre Yeshua. Quando ele começou a revelar que acreditava que Yeshua é o Messias, sua esposa o deixou, um grupo de fanáticos tentou prendê-lo ao chão com pregos em suas mãos, e outro tentou enterrá-lo vivo.
Ele finalmente se mudou para Nova York e, com uma riqueza de conhecimento talmúdico e um espírito humilde, convenceu muitos outros judeus a considerarem o verdadeiro Yeshua.


Rabino Nathaniel Firedman

Rabino Nathaniel Firedman
O rabino Nathaniel Friedmann foi enviado da Rússia para ganhar de volta Landsmann (acima) ao judaísmo, em 1889. Suas discussões com Landsmann resultaram em Friedmann vindo a acreditar no Messianidade de Yeshua também. Ele foi ordenado pastor luterano e tornou-se sucessor de Landsmann, e serviu em Nova York até 1941.





Rabino Ephraim Ben Joseph Eliakim Chacham Ephraim

Chacham (lê-se rrarrâm – sábio – um título respeitado usado pelos judeus Sefarditas para grandes rabinos). O pai de Ephraim foi um rabino em Tiberíades, um homem de liderança na comunidade judaica de língua árabe. O próprio Chacham Ephraim se tornou respeitado e honrado por judeus e árabes, e recebeu um lugar de liderança na comunidade, tornando-se um dos dayanim, superintendentes de justiça, que são especialmente encarregados dos direitos e interesses dos indivíduos da comunidade. Coincidindo com estes avanços, se casou com filha do Rabino-Chefe.
O Rabino Ephraim, eventualmente, se tornou amigo do Rev. Dr. William Ewing, da Igreja da Escócia em Tiberíades, o qual falava Hebraico fluente. Os dois homens eram quase da mesma idade e logo desenvolveram conversas amistosas sobre o Talmud e a Bíblia, mas cada conversa acabaria por levar a reivindicações de Yeshua como o Messias.
As mais antigas interpretações judaicas do capítulo 53 de Isaías eram conhecidas como se referindo ao Rei Messias, e não demorou muito para que Chacham Ephraim reconhecesse a figura do Servo Sofredor “por cujas feridas fomos curados”. Os sofrimentos do seu próprio povo ao longo dos tempos e sua perspectiva desesperadora tocaram-no profundamente.
Guiado por seu amigo, ele considerou: “O primeiro templo foi destruído e a nação espalhada por causa de três grandes pecados cometidos por Israel, mas setenta anos depois, o templo foi reconstruído. Então veio a segunda destruição, e por mais de 1800 anos, Israel esteve sem o Templo Sagrado. Qual foi a causa desta segunda destruição e da maior dispersão? Idolatria não foi o motivo. Não houve falta de zelo para com a Torá ou com os sacrifícios. Por que Deus nos abandonou por tanto tempo?” Rabino Ephraim chorou e orou e lutou com os problemas, relutando se entregar. Ele até mesmo fez perguntas sobre essas coisas a seus colegas rabinos, mas eles só poderiam dar respostas formais desgastadas com o tempo.
Ainda assim, ele lutou convencido de que algum pecado terrível tinha sido a causa da ira de HaShem contra o seu povo. Então, acabou concluindo que o segredo de tudo isso era “sinatchinam – ódio sem causa” (Yoma 9b), e uma voz mansa clamou em seu coração: “Pare de me odiar. Ame-Me e Eu lhe darei a paz”.
A luta terminou. Chacham Ephraim encontrou uma paz que foi ininterrupta até o dia de sua morte. O que se seguiu foi um tempo de feroz perseguição, quando ele perdeu tudo, incluindo sua esposa e família. Chacham Ephraim vagou por diferentes cidades e, eventualmente, se estabeleceu em Jerusalém, onde trabalhou como operário, e à noite se encontrava com personalidades que vinham conversar com ele secretamente. Ele também liderou estudos bíblicos para outros crentes judeus e árabes. Ele morreu em agosto de 1930 e foi sepultado em Jerusalém.

CONCLUSÃO:
Há muitos outros (desde os primeiros séculos até os dias de hoje) grandes rabinos que acreditaram que Yeshua é, de fato, o Mashiach falado pelos profetas, e anunciado diariamente por judeus religiosos, incluindo o Rabino Dr. Max Wertheimer, o rabino Philipp Philips, o rabino Rudolf Hermann Gurland, rabino Asher Levy, rabino Dr. Leopold Cohn, o rabino Berg, o rabino Charles Fresman, o rabino George Benedict, o rabino Jacobs, o rabino Dr. T. Tirschtiegel, o rabino Henry Bregman, e muitos outros.
O que estes sábios rabinos tinham em comum foi um grande amor por seu povo, por ISRAEL e pela Torá, levando-os a reconhecerem que Yeshua é de fato o único capaz de cumprir com as profecias concernentes ao Mashiach ben Yossef (servo sofredor) e que voltará em breve como Mashiach ben David (Messias  Rei) para congregar Israel e estabelecer o seu Reino. Todos estes rabinos não mudaram de religião, nem adotaram o cristianismo ou suas vertentes. Eles apenas entenderam Yeshua em seu contexto histórico, judaico-original, sem distorções nem falsas interpretações. Eles continuaram 100% judeus e 100% discípulos do rabino de Nazaré, zeloso da Torá e amando a Israel e seu povo. Eles também buscaram ajudar os gentios a entenderem Yeshua, seus ensinos e o Novo Testamento em seu contexto original, sem o estrago causado pela teologia cristã anti-semita. O legado desses rabinos tzadikim (justos) pode ser visto nos dias de hoje, onde quase 1 milhão de Judeus em Israel e na diáspora, são discípulos de Yeshua.

Autor: Joshua Brumbach
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