sexta-feira, 12 de outubro de 2012

JESUS CRISTO> "HAVERÁ FÉ NA TERRA NOS DIAS DO FIM?"

Montanha abaixo desce velozmente um trem desgovernado. Os seus passageiros na sua maioria nos vagões de brilho, festejam a vida inconscientes do que lhes espera naquele destino. Eles casam-se e dão-se em casamento; comem e bebem aproveitando a vida na sua essência. No entanto, apesar dos gritos de alerta; dos sinais vermelhos, esta composição não os dá crédito, e ultrapassa os limites solenemente rumo ao abismo.

Em inúmeros posts temos escrito dramaticamente, buscando nestes interagir benevolamente na busca incessante de resgatar almas para o Senhor Jesus Cristo; mas, QUEM ESTÁ DANDO CRÉDITO A NOSSA PREGAÇÃO? - Muito poucos.

Em outra composição, nos mesmos trilhos, montanha abaixo, porque o mundo jaz no maligno, corre um humilde trem com uma minoria crédula nos desígnios divinos; no entanto, pouco antes do abismo esta composição será resgatada do seu nefasto fim, e em glória a será coroada.

Dias virão em que há de se cumprir no seu tempo o professado bíblico. O que já se cumpriu prefacia, e é um anteposto legitimando as coisas Escrituradas que ainda hão de vir.

Arautos do Santo Livro permeiam o mundo a anunciar que os sinais são visíveis a olho nú; que até os mais incrédulos reconhecem que os tempos nos seus acontecimentos deixam no ar os prenúncios do fim (vide o relógio da ciência indicando os últimos minutos para o fim dos tempos):


Neste prisma já estabelecido mundialmente é que iremos discorrer sobre um questionamento do Senhor Jesus em São Lucas 18:8b, quase que imperceptível a quem o lê despretensiosamente  A enfase descrita no contexto é a insistência da mulher que pede justiça pela sua causa a um destemido juiz. Conquanto, ao final da parábola é que o tema proposto irá se desenrolar como veremos no texto proferido pelo Senhor Jesus Cristo abaixo:

"Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"  (Lucas 18 : 8b)

Ante vendo os dias do fim, o Senhor Jesus Cristo profere aos quatro ventos uma pergunta eloquente se não a fosse trágica: "Será que no dia da Sua vinda Ele encontraria alguém que tivesse ainda fé?"

Acreditamos que o Senhor Jesus Cristo quanto pronunciou esta questão de Lucas 18:8b, estava inconsolado; com os olhos perdidos no horizonte e marejados de lágrimas. O seu sacrifício teria sido em vão; pois, pela sua onisciência podia contemplar o futuro, e o vendo, por certo chorou.

Isto nos faz lembrar a mesma dor que ELE teve quando do alto do monte contemplava Jerusalém e antevia o seu ocaso:

LUCAS 19:41  E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela,
42  Dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos.
43  Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados;
44  E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.


POR CERTO, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos como ELE bem o diz em Mateus 20:16 e 22:14. Muito embora sejam tantos os chamados, e o mundo de hoje bem nos mostra isso com tantas pessoas professando o nome DELE, no entanto, POUCOS ESTÃO DANDO CRÉDITO A SUA PREGAÇÃO (Isaías 53); porque, não o seguem na inteireza da SUA PALAVRA.

Para ilustrar o acima exposto, ELE evidencia que:  "A SEARA É GRANDE E OS CEIFEIROS SÃO POUCOS":

"E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara."  (Lucas 10 : 2)

Ás suas palavras assim ditas seriam contrárias se fossemos olhar os dias de hoje; porque, nunca se viu tantos ceifeiros (obreiros), porém, poucos nos moldes do pré-dito em Mateus 28 que era para ensinar "TODAS ÁS COISAS QUE ELE LHES TINHA ENSINADO".


UM TREM DESGOVERNADO é o mundo que corre solicito, sem freios para o seu derradeiro fim e não há quem o pare. É uma tarefa hercúlea pará-lo, Porque, os valores morais cristãos estão quase no seu todo para uma grande maioria já perdidos. As veredas antigas ficaram na antiguidade (Isaías 43:7-14; Jeremias 6:18; 18:15, ...). Um povo zeloso (II Coríntios 11:2; Tito 2:14; ...) e de boas obras ordenados para diferir do mundo, não se difere mais. A igreja imaculada e santa que foi feita para entrar no mundo, é o mundo que está entrando dentro da igreja.

A essência e o teor do Escriturado Divino está sendo dissolvido (Efésios 4:19; Tito 1:6), está sendo amenizado para agregar adeptos; os valores materiais assumiram a prioridade e os espirituais (Lucas 12:31) estão entrando na clandestinidade.

O ser cristão hoje virou artigo de moda; dá status e a vaidade permeia o seu meio em vez da humildade. A individualidade competitiva transforma o ente cristão em amante de si mesmo (II Timóteo 3:2), enquanto a a coletividade no bem de todos passa longe do repartir o pão.

Está na hora de pararmos para meditar e com isso revermos os conceitos que até então estamos vivendo. Certo é que nem todos são partícipes do quadro acima porque sempre tem sete mil que não se contamina.


Que nós possamos dar crédito aos arautos do Santo Livro, e com isso resgatar a muitos daquilo que lhes é reservado se não se aterem ao clamor e aos brados de alerta.