terça-feira, 25 de junho de 2013

REFLEXOS

A imagem refletida no espelho era o expectro exteriorizado de uma alma vazia. O brilho dantes no olhar, sucumbira nas entrelinhas dos desencantos da vida. Os desalinhos das vestes testemunhavam que os caminhos percorridos eram de desalento e dor.

A leitura da imagem apresentada refletia o interior da alma, preconizado pelo espírito em decadência. Porquanto, aquilo que era no espírito, refletia na alma e isto exteriorizava na imagem do espelho.

O que somos interiormente de alguma maneira um dia virá a tona exteriormente; pois, nada fica em oculto, não só diante dos olhos de Deus, mas também dos olhos humanos.

Aquilo que temos no coração (alma) irá espraiar-se quando o copo encher, certamente virá a derramar o seu conteúdo, seja bom ou seja mau.

Não adianta reprimir por fora aquilo que transborda por dentro, porque aquilo que o coração está cheio a boca fala e o corpo demonstra.

O desejo reprimido anseia livrar-se das amarras do que o prende; as coisas não são do dia para  a noite; elas já estão concebidas no coração só esperando a oportunidade para vir a tona.

O custo da ebulição dos sentimentos da alma ao transbordar no exterior "se" indevidos, deixa um rastro de rebeldia (desejo incontido de não sujeitar-se ao modelo requerido) que fará discípulos de ocasião com o mesmo sentimento, só esperando quem fizer a ponta.

Sufocar a rebelião pela violência da palavra, certamente poderá deixar mortos e feridos. Só com muito amor, paciência e longanimidade poder-se-á com a ajuda divina obter-se a vitória. No entanto, alguém comissionado para tal fim, precisa tomar a iniciativa corajosamente, pois um pouco de fermento leveda toda a massa.

Os males externados por falta de ensino e controle, "se" não ficarem como escola e experiência, almas estarão sendo perdidas por nada, e estaremos inertes na história da vida.

O PROFUNDO DAS ALMAS
A medida que adentramos ao desconhecido e complexo labirinto da alma, navegamos por mares nunca dantes navegado. A dor nos ensina a gemer, e se com ela não colhermos os seus frutos, seremos como a pragana que moinha  do vento espalha.

Ao Senhor Jesus Cristo sejam dadas todas as honras e glórias desde dantes, agora e para todo o sempre. Amém.