sábado, 16 de novembro de 2013

A IGREJA DO PASSADO CONTRASTA COM A DO PRESENTE


A nossa vida é feita de contrastes. Tiramos proveito ou não tiramos daquilo que nos acontece de bom ou de mal.

Lembrar do passado é contrastar os tempos de outrora com os tempos de hoje para vermos o ganho ou a perca as quais envidamos na jornada da vida.

Foto da Igreja reunida com o Pr. Nole Gonçalves e família.
Obs: Esta foto será melhorada.
Lembro-me do temor e da referência que se tinha na casa do Senhor. Outrossim, naqueles dias quando ia com a minha saudosa mãezinha a casa Dele, onde nós crianças não podíamos dar um pio.

Lembro-me dos corais com minha saudosa irmã Marilês; dos acordes do violino, dos batismos e do orfanato Lar Esperança onde mamãe cumpria a sua escala uma vez por semana no tempo do saudoso pastor Júlio Cabral e da sua esposa irmã Carmem.

Trago a memória os cultos de uma hora de oração, quando na infância ajoelhado contava os minutos daquelas longas horas.

Lembro-me dos cultos de doutrina e ensino da Palavra de Deus; das Santas Ceias de um só cálice inoxidável, higenizado (por um lenço) a cada gole, quando o pastor Félix Nole Stainofre Gonçalves (hoje pastor em Osório RS) servia a todos os membros em comunhão.

Sinto saudades da irmã Olga, da Tânia, do Paulo, do Silas, da Raquel, da Milca e do Daniel.

Lembro-me das visitas do saudoso Pastor Missionário sueco Nils Taranger, da sua esposa irmã Mary e filhos.

Havia a sinceridade, a humildade e a comunhão. Cada irmão era importante, dos quais lembro-me do Paulo (S?) Couto, do irmão Nelson e do irmão Olinto cantando com muito prazer o hino 196 “Já Achei uma Flor Gloriosa”.



Lembro-me dos corinhos, dos hinos especiais e dos seus refrões como:

Corinho
João viu um número de um povo salvo
De um povo salvo pelo Senhor
Estavam todos de vestes brancas
E neste número, e neste número estava eu.

Hino Especial (incompleto)

Convite
Há muitos que vivem no mundo
Enganados pelo tentador
Não escutam quem fala a verdade
Nem dão crenças aos fiéis pregadores

Estribilho
Podes até encontrar outro Deus não de Luz
Podes reinar, mas não podes morar com Jesus

Lá no meio tem rios de águas vivas
Que é nascida na fonte do amor
Continuas assim rejeitando
Tu podes ficar, mas eu vou.

(lembranças vagas ...)

Podes até encontrar outro Deus não de Luz
Podes reinar, mas não podes morar com Jesus

(lembranças vagas ...)

Final
Não importa o convite foi feito
Para todo que é pecador
Eu convido ir ao céu, tu não queres
Tu podes ficar mais eu vou.

DIAS DIFÍCEIS PARA SER CRENTE

Naqueles dias ser crente era uma dificuldade, pois éramos perseguidos, desdenhados e até considerados protestantes contra o sistema religioso milenar. Éramos chamados de aleluias, de fanáticos e de outros adjetivos nada nobres.

Para ser diferente tinha-se que ter força de vontade, perseverança e a fé imbatível de que estava no caminho certo. Conquanto, Deus abençoava poderosamente aquele pequeno rebanho ao meio dos lobos devoradores.

Igreja que foi reformada com o tempo.
São tantas as coisas, que a nostalgia supera o tempo e nos faz recordar com alegria que naqueles tempos realmente pro Senhor se vivia.

A IGREJA DO TEMPO PRESENTE
A igreja a qual falaremos a partir de então é a igreja evangélica no âmbito geral (não estamos falando de uma situação local). Hoje no Brasil ser evangélico dá status, se é procurado para lugares chaves para portas de emprego.

A igreja do presente nem sombra de lembrança a é daqueles dias de lutas, suor e lágrimas.

O que nos constrange é que os valores supra citados da igreja antiga, hoje muito pouco se tem valia.

Os tempos mudaram e a igreja a qual somos nós mesmos, mudou também. O evangelho dos becos e dos valados é pouco pregado.

Somos pregadores de redes sociais; de Blogs, de templos e de congregações, mas de rua nem pensar.

O nosso testemunho em relação ao passado não há comparações exequíveis que o legitimem. Porquanto, o povo humilde, zeloso e de boas obras que éramos foi substituído pelos atributos materialistas da soberba da vida e na vaidade dos tempos de agora.

As diferenças bíblicas do povo que serve a Deus, daquele que não o serve, em grande parte não mais é percebida. Há uma triste igualdade em nome de uma pretensa liberdade que teríamos em Cristo (ler Gálatas 5: 13 e II Pedro 2:19).

Tristemente temos duas identidades: Na igreja somos um e fora dela somos outro. Na igreja parecemos um povo separado e fora dela a de um povo integrado ao mundo nos modismos dos dias hodiernos.

Falar em santidade ao Senhor é caretice, “santarronice” e radicalismo. Enfim, são tantas as diferenças que não vale a pena enumerar.


No entanto, resta-nos uma esperança de reavivamento bíblico o qual só ocorrerá na obediência irrestrita a palavra divina. De que a glória do segundo será maior do que a primeira. Isto até nos parece uma utopia, mas as coisas para o Senhor em nada é impossível, pois tudo é possível a aquele que crer.

Apesar de todo este contexto, para o Senhor sempre haverá um pequeno rebanho que busca de todas as formas não se contaminar com às coisas que o mundo oferece.

Quem sabe um dia, assim como Israel se unirá no futuro, o povo do Senhor Jesus Cristo também seja um Nele e Ele em nós?