sábado, 21 de dezembro de 2013

QUANDO A LETRA MATA

Figura ilustrativa
A letra da lei aponta o pecado; no entanto, o fim da lei é o Senhor Jesus Cristo. Não conheceríamos o pecado se não fosse a lei.

A graça do Pai pelo Filho livrou-nos do rigor da lei na qual não havia salvação, para vivermos pela fé no amado cujo sacrifício remiu os nossos pecados, pois o salário do pecado é a morte.

O apóstolo Paulo, doutor da lei, vivia por ela sem conhecer ao nosso Senhor Jesus Cristo. Uma vez o conhecendo na estrada para Damasco, teve como desnecessário o seu doutorado para viver segundo a Cristo.

O conhecimento do Messias a partir de então tornara-se o eixo de sua vida ao longo de quatorze anos de intenso e dedicado aprendizado. Após este tempo, ele ressurge no cenário apostólico para ser o apóstolo dos gentios delegado pelo Senhor Jesus Cristo.

Em síntese, a sua vida, a sua história, estão nos anais do Livro Sagrado.

No entanto, anos depois, próximo do final de sua carreira em Atos 26:24, Lucas descreve a defesa do Apóstolo perante Festo, o qual ao ouvir o discurso deste exclamou: "Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar."

O abnegado e eloquente discurso coloquial de Paulo diante da ouvidoria governamental romana, repercutiu como se este estivesse envolto em demasia na letra do conhecimento, o qual estaria lhe fazendo delirar (vendo miragens, estar fora de si).

Pregar a Cristo e este crucificado é loucura para aqueles que perecem.

A LETRA QUE MATA
Certamente que há um desequilíbrio quando crescemos mais na graça e deixamos o conhecimento de lado, e ou crescemos no conhecimento e deixamos a graça de lado. No entanto, esta anomalia com o tempo vai sendo corrigida.

A letra que verdadeiramente mata é aquela que desvirtua a palavra divina, levando muitos a seguir-nos em nossos desvairos.

É quando aplicamos filosofias de vida, gnoses e ideologias às quais adulteram a essência da palavra a dissolvendo e a esvaziando.

É quando achamos que temos um alto conhecimento da palavra e ficamos além dela.

Se assim o fizermos, seremos tachados de falsos mestres. Homens réprobos no conhecimento da real singeleza e simplicidade do Escriturado Bíblico.

A palavra divina em seus últimos livros neotestamentários, abrange um rico enunciado de situações as quais identificam esta anomalia, para que não venhamos a cometer tal sandice (ver principalmente II Timóteo 3).

O alvo destes sempre será dar liberdade as concupiscências da carne, onde quando libertas espraiam os seus predicados para alimentar a concupiscências dos olhos.

"Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;"  (II Timóteo 3 : 6)

Hoje, sem dúvida nenhuma o introduzir-se pelas casas não se dá somente da forma literal física, mas em grande parte pela via virtual.

Houve um determinado caso em certo lugar, que embasados nos mestres virtuais, aconteceu um desmonte de um trabalho arduamente realizado, provocando um celeuma divisório ao meio destes.

Foi como "SE" de um ponto alto se despejasse ao vento um saco de plumas, às quais nunca mais serão ajuntadas.

CONCLUSÃO:
Temos que pesar na balança da justiça divina tudo o que escrevemos, para que estes escritos não sejam ferramentas que irão desvirtuar a essência da palavra divina que nos induz a humildade, para ideologias de vaidades.

Porque, assim nos diz o Senhor Jesus Cristo: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."  (Mateus 11 : 29)

Pela boca do nosso excelentíssimo Pai, nos vem de forma figurada (das filhas de Jerusalém) a triste experiencia de que quando Ele a ornou  de vaidades, estas vieram a prostituir-se.

Isaías 3:16  Diz ainda mais o SENHOR: Porquanto as filhas de Sião se exaltam, e andam com o pescoço erguido, lançando olhares impudentes; e quando andam, caminham afetadamente, fazendo um tilintar com os seus pés;

17  Portanto o Senhor fará tinhoso o alto da cabeça das filhas de Sião, e o SENHOR porá a descoberto a sua nudez,

18  Naquele dia tirará o Senhor os ornamentos dos pés, e as toucas, e adornos em forma de lua,

19  Os pendentes, e os braceletes, as estolas,

20  Os gorros, e os ornamentos das pernas, e os cintos e as caixinhas de perfumes, e os brincos,

21  Os anéis, e as jóias do nariz,

22  Os vestidos de festa, e os mantos, e os xales, e as bolsas.

23  Os espelhos, e o linho finíssimo, e os turbantes, e os véus.

24  E será que em lugar de perfume haverá mau cheiro; e por cinto uma corda; e em lugar de encrespadura de cabelos, calvície; e em lugar de veste luxuosa, pano de saco; e queimadura em lugar de formosura.

25  Teus homens cairão à espada e teus poderosos na peleja.
26  E as suas portas gemerão e prantearão; e ela, desolada, se assentará no chão.

O ANTÍDOTO NEOTESTAMENTÁRIO
Um erro não justifica o outro; o Senhor JAMAIS DEIXARIA que algo nefasto acontecido no passado ficasse sem uma admoestação no presente, para servir de exemplo a ser seguido proficuamente:

I Pedro: 3:3  O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos;

OBS: VEDE  EM ISAÍAS 3 A CONFIRMAÇÃO DO QUE O SENHOR DIZ SOBRE O VERSÍCULO ACIMA.

4  Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.

5  Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos;

POR UMA QUESTÃO DE LÓGICA
Porque ouso eu desvirtuar o que diz às Sagradas Letras que dão a vida eterna no Senhor Jesus Cristo, PARA OS MEUS ESCRITOS, os quais "se" diferirem destas palavras, serão AS LETRAS QUE MATAM?

E ou será que sou eu um balamita para levar o povo divino a derrocada como no link abaixo?


Porque procuro eu através de sofismas expor ao ridículo ao que o Senhor inspirou os seus santos arautos a escreverem?

Não adianta queremos inquirir com artigos os que defendem a palavra como ela é; pois não são estes que a escreveram; devemos inquirir o próprio Senhor dela.

Assim nos veio, assim o escrevemos.