sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

UM GRITO PELA VIDA DA IGREJA

Todo livro tem sua história, toda história dá um livro. Conceder-se o privilégio de ler bons livros edifica a alma e nos torna mais acessíveis ao âmago das questões espirituais contemporâneas.

Nestes dias ao conversar com um amigo de muitos anos, ouvi dele a grata revelação de que estava se interessando a ler bons livros, coisa que não lhe chamava a atenção.

Indo ao mercado da alma (livrarias evangélicas) sequioso por um bom livro, deparei-me com um título chamativo, envolvente e bem atual.

"UM GRITO PELA VIDA DA IGREJA" trás ao lume um tema de alta relevância no seio da cristandade.

"SOCORRO"

Por que, a igreja de nosso Senhor Jesus Cristo está cambaleante e sem pespectiva de vida espiritual?

Por que, não há um avivamento espiritual se a massa evangélica está a crescer vertiginosamente? - É o quanto mais cresce fisicamente, mais ela decai espiritualmente?

Parece-nos uma contradição desproporcional nas medidas de grandeza do quanto mais é igual a menos e não o do quanto mais é igual a mais.

No sub título já começamos a compreender os por que's desta tão intrigante questão:

A PRINCIPAL CARATERÍSTICA DE UMA IGREJA VIVA É A PREOCUPAÇÃO COM A GLÓRIA DE CRISTO

O perfeitíssimo diagnóstico vem a acertar bem no alvo do por que um organismo que está sendo abastecido e em grande crescimento está definhando na UTI  da história da existência espiritual.

A igreja que tem como principal característica a preocupação com a glória de Cristo é a que está avivada espiritualmente,  muito embora seja um pequeno rebanho.

O contraste é com aquela que está preocupada com a glória do homem, muito embora seja a que mais cresce fisicamente é a que está moribunda e desprovida da glória divina.

Onde colocamos os nossos "eus" não negados acima da fórmula bíblica da humildade e da coletividade, damos lugar para vaidades nas suas individualidades. O Pai não opera avivadamente em um organismo que não está preocupado com a sua glória e não a com a glória Dele; onde o brilho não é o Seu, mas o com o brilho do mundo.

SINOPSE DO LIVRO
O número de crentes está aumentando, mas não podemos chamar este crescimento de avivamento.

A história dos avivamentos mostra que em alguns casos , a igreja até diminuiu de tamanho pela chegada poderosa do Espírito Santo. Pois a presença de Deus faz com que muitos se descubram equivocados no seio da igreja.

O DIAGNÓSTICO DO LIVRO
Antes que chegue a abundância de frutos, é necessário  considerar o tempo de cortar os ramos das plantas.

Que Deus nos traga o tempo da podadura espiritual a fim de que se defina "QUEM É QUEM" no Reino de Deus.

A partir dai os frutos serão maduros. Quando isto acontecer, teremos uma igreja realmente viva.

CONCLUSÃO DEIXADA:
É pelos seus frutos que se conhece a árvore. Não pode uma árvore boa produzir frutos maus.

A vara que não dá mais frutos tem de ser cortada e lançada ao fogo e aquela que produz tem ser podada para que dê mais fruto ainda (João 15).

Para que a árvore que não produz mais, sem frutos e só com folhas, tem que ser limpa a suas raízes e adubadas para voltar a produzir:

LUCAS 13: 5-9 "Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis".

E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando;

E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?

E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque;

E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar".


A palavra divina nos enceja que casa dividida não prospera; que árvore que não é limpa não pode produzir frutos apreciáveis ao seu Senhor.

Sem concertar o altar o fogo não desce. Porquanto, um pouquinho só de fermento levedou toda a massa. O fermento divide, distoa e entristece o nosso querido Espírito Santo.

Precisamos produzir frutos dignos de arrependimento, senão o machado estará posto a raíz (Mateus 3), só esperando a ordem do Senhor da seara.

Precisamos nos arrepender, confessar e deixar para que possamos encontrar misericórdia divina.

O Senhor não quer que ninguém se perca, mas se formos nós aqueles que estão dividindo a lavoura, criando dissenções, dando mal testemunho ao meio de sua igreja, se não voltarmos ao primeiro amor, estaremos em um caminho de morte eterna.

O que nos deixa alegres é que o Senhor sempre está a nos dizer que A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA SERÁ MAIOR DO QUE A PRIMEIRA.