sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

VEREDAS ANTIGAS E OS CAMINHOS DE VOLTA

Figura ilustrativa
O céu estava de bronze, as palavras ecoavam no vazio do tempo e a resposta era uma quimera nunca dantes alcançada.

Os porque's borbulhavam insones em uma mente aflita e sem esperança. Aonde foi que eu errei? -questionava a alma sem resposta.

Num relance raro de lucidez, uma luz inesperada brilhara no horizonte da memória: " Há que se perfazer os caminhos de volta e encontrar o elo perdido na trajetória da vida desde o seu nascedouro".

A volta já no ponto de partida lhe fizera ver que os valores auferidos nos primeiros passos da caminhada nem de perto lembravam os de então.

Algo lhe dizia que as pequenas raposinhas haviam lhe dilacerado a vinha, deixando um rastro de sangue de uma vida que se esvaia lentamente gota a gota sem que se percebesse.

A colheita estava comprometida e o Senhor da seara reclamava os frutos de uma árvore que só tinha folhas.

O primeiro amor fora amordaçado pelas purpurinas do ego na passarela da vida. O brilho dos refletores da mídia foram o apelo estonteante de um caminho sem volta.

O estar em evidência era mais importante do que velhos tabus descritos em um livro empoeirado, que pra muitos precisa ser modernizado.

Isto era para aqueles tempos em que nem TV e WEB tinha. Que nada, hoje somos catedráticos versados na entrelinhas do passado, dizendo aquilo que a Bíblia Sagrada não diz.

Em nome de uma liberdade, usamos a falsidade, para dar asas a vaidade.


TERIA DEUS MUDADO?

NADA MUDOU!

A palavra do Senhor Jesus Cristo que nem um jota ou til se omitirá das escrituras sem que tudo seja cumprido.

As veredas antigas querem dizer caminho estreito no Wikipédia:

Vereda pode ser: caminho estreito (do latim vereda) derivado de veredus, caminho por onde se viaja.

Estamos viajando no caminho do erro, construído para dar ênfase as concupisciências dos olhos, nas amostras das vaidades da carne.

Alargamos o caminho do céu e estreitamos o do inferno.

A vaidade é idolatria, e estamos idolatrando a nós mesmos sendo amantes de nós mesmos.

A vaidade sempre foi um dos pontos destrutivos do povo divino:

 "A zelos me provocaram com aquilo que não é Deus; com as suas vaidades me provocaram à ira: portanto eu os provocarei a zelos com o que não é povo; com nação louca os despertarei à ira."  (Deuteronômio 32 : 21)


"Contudo o meu povo se tem esquecido de mim, queimando incenso à vaidade, que os fez tropeçar nos seus caminhos, e nas veredas antigas, para que andassem por veredas afastadas, não aplainadas; (Jeremias 18:15)

"E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam, e tampouco vos livrarão, porque vaidades são."  (I Samuel 12 : 21)

"Por todos os pecados de Baasa, e os pecados de Elá, seu filho, que cometeram, e com que fizeram pecar a Israel, irritando ao SENHOR Deus de Israel com as suas vaidades."  (I Reis 16 : 13)

"Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia."  (Jonas 2 : 8)


QUEM DISSE QUE AS VEREDAS DO SENHOR MUDARAM?
Quem disse que o caminho do Senhor deixou de ser estreito, pois veredas é caminho estreito?

ISAÍAS 43:8  Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos.

9  Todas as nações se congreguem, e os povos se reúnam; quem dentre eles pode anunciar isto, e fazer-nos ouvir as coisas antigas? Apresentem as suas testemunhas, para que se justifiquem, e se ouça, e se diga: Verdade é.

CONCLUSÃO:
O céu estará de bronze se não nos arrependermos dos nossos novos caminhos e palmilharmos o das veredas antigas (caminho estreito).

Precisamos voltar para o primeiro amor para que a glória da segunda casa seja maior do que o da primeira.


"Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar." (II Coríntios 3:12)