sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

EM BUSCA DAS ORIGENS - "DE OLIVEIRA" - Rabi Zeraĥiá ben Isĥaq ha-Levi

Monte das Oliveiras - Jerusalém
Neste pouco tempo em que temos nos aventurado na busca das origens, temos notado que há uma pródiga parecência nos descendentes "de Oliveira".

Cada vez mais nos certificamos que algo misterioso envolve os descendentes dos filhos de Jacó; não só os de Oliveira, mas também os de tantos outros sobrenomes com a mesma origem, como o visto no link abaixo:


O que pouco se divulga que uma expressiva parcela da população brasileira é de origem judaica (segundo um artigo, por volta de 49%).

No post a seguir, mais um pouco destes estudos:

"Grandes Figuras do Judaísmo Hispano-Português"

Os Grandes Filhos da Nação:- 


|Rabi Zeraĥiá ben Isĥaq ha-Levi|
(ha-Is'hari) 

Entre os maiores dos sábios provençais do séc. XII - destaca-se a imagem de Rabi Zeraĥiá, filho de uma importante família espanhola conhecida como "ha-Is'hari" - por ter sua origem em "Is'har", filho de Qehat, filho de Levi, filho de Jacob, nosso pai (Ex 6:18). 

Desta família originaram-se posteriormente seis blocos familiares judaicos - sefarditas e asquenazitas: "Benveniste", e "de Oliveira", "Del Medigo" e "Oliva-Cavia" no lado sefardi; "Horovitz" (com suas variantes: "Gurevitch", "Horovici" e outras) e "Epstein" e "Segal"- no lado asquenazi. O local de origem da família nos dias do Império Romano, antes da calamidade destruidora abater-se sobre nosso povo, é conhecida, tratando-se da cidade chamada então Ramatáim, hoje aldeia árabe (Al-Ram) a oito quilômetros ao norte de Jerusalém, no território de Efraim. 

Neste mesmo lugar nascera o profeta Samuel, provável antepassado de R. Zeraĥiá.

Foi chamado também "gerondi" - por sua cidade de origem na Espanha, Gerona - onde nasceu, e trasladara para Provença ainda jovem, com seus pais.

Seu conhecimento em Torá, adquiriu aos pés de rabi Mochê ben-Rabi Iossêf, em Narbona, e de Rabi Mechulam ben-Rabi Ia'aqob, em Lunelle.

Ainda jovem, revelara-se nele aptidão inefável em conhecimento da Torá em todos seus setores, bem como em ciências gerais. 

Aos dezenove anos escrevera seu primeiro livro - até nossos dias fonte de buscas e pesquisas em questões pertinentes à halakhá, nos quais percebe-se sua grandeza em Torá, e ao mesmo tempo em conhecimentos gerais, dos quais faz uso em suas explanações. Seu livro foi escrito como complemento ao livro de Rabi Isaac Alfassi, considerado o maior sábio em sua época, ao qual nem os últimos dos "geonim" se equipararam.

Em seus escritos há às vezes críticas acerca da conclusão à qual chegara o grande sábio da cidade de Fez - Rabi Isaac. isto, porém - com estilo e honra, divergindo-se de outros rabinos de sua época, que não muito se preocupavam em controlar o que saía de seus punhos ao escrever palavras contra o que escrevera algum outro sábio, ao divergir de suas conclusões nos intrínsecos sendeiros talmúdicos. revela-se admirador de Rabi Isaac Al-fassi em suas palavras: "...não necessito prolongar [minhas palavras em elogios] pertinentes à grandeza dele, bem como de sua sabedoria, que é conhecida de todos como o sol do meio-dia... Jamais foi compilado um livro tão bem feito que a este sobre as leis talmúdicas (referindo-se ao escrito por Rabi Isaac Al-fassi) após o selar do Talmud... "

Foi também exímio poeta, e muitos poemas compilara em hebraico e em aramaico.

Seu livro sobre o compêndio "Al-fassi" foi chamado "ha-Maor" - que significa: "O Luzeiro" - o qual dividira em dois: "O Grande luzeiro" e "O Pequeno Luzeiro" - aludindo a seu próprio nome - "Zeraĥiá" - cuja derivação provém do verbo "luzir", acompanhado do nome de Deus, como dizendo: "Deus fê-lo luzir" ("zaraĥ Yah").

Os escritos do Rambam não são lembrados em seu livro, pois não chegaram seus livros à França, senão no fim de seus dias.

Entre os que principalmente cuidaram de escrever em sentido contrário e explanativo, acudindo em defesa das palavras de Rabi Isaac Alfassi - está Rabi Mochê ben-Naĥman (mais conhecido como: "nahmânides"). posteriormente, casaram-se os descendentes de ambas as famílias entre si ainda na Espanha, e mais tarde na Holanda, novamente: os "de Oliveira" e os "Sasportas" uniram se em matrimônio, sendo estes últimos descendentes diretos do famoso Nahmânides, e os primeiros, conforme já trazido no princípio da página.

Rabi Zeraĥiá faleceu em 4946 (1186, e. comum ocidental).

Michnê Torá de Rabi Mochê ben-Maimon


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