sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

QUANTO VALE UM ABRAÇO?


Tem coisas que nunca conseguiremos valorar no teor da sua essência.


Tem coisas que só quem sente pode descrever o que sentiu quando foi partícipe daquele evento.

Como numa certa história a qual nos relata que um determinado pai dava tudo que podia para o seu filho, mas só o que ele queria era um simples e aconchegante abraço.

Porquanto, naquele abraço poderia estar contido: "Eu te amo; você é muito importante pra mim; que saudades eu tive de você neste tempo que estive ausente; (...)".

Aquela falta lhe amargava a alma, pois quantas vezes não vira os filhos dos outros sendo abraçados por seus pais, onde nos rostos expressavam alegrias que ele jamais experimentara.

Aquele filho tinha o que o seu pai materialmente podia lhe dar, mas afetivamente do pai nada podia contar.

O custo para dar um abraço no filho era maior que o esforço laboral para adquirir recursos para comprar um bem material.

Quantas vezes não vemos e não somos pessoas de bem materialmente, mas vazias sentimentalmente?

O que vos fala, de um modo semelhante ao supracitado era assim com os seus filhos, pois na sua infância tivera o amor de mãe a sua maneira, da maneira que ela fora criada, onde as coisas antigas eram mais fixas na obrigação do que na comunhão familiar.

Hoje, depois que aceitamos ao Senhor Jesus Cristo, estamos aprendendo, nos tornando uma nova criatura; e com isso abraçando, beijando, e afagando não só os filhos literais, mas até as pessoas mais idosas, recompensando o tempo perdido, e sendo recompensado.

Naquele abraço que damos, mais estamos recebendo de volta não só do abraçado, mas do Senhor Jesus Cristo pela união, pacificação e comunhão.

Notamos que até as crianças alheias nos chamam de vô, e outras até de pai.

O amor une, a amargura destrói.

Em certa ocasião fora abraçar uma pessoa inebriada pelo vício, no que ela mostrara-se arredia, pois ou não estava em condições salutares, e ou que nunca tivera um abraço de alguém, e este que não se importava com a condição que ela estava.

No momento que dissera que podia nos abraçar sem receio algum, ela nos abraçou fortemente, e o choro foi compulsório e gratificante.

Pareceu-nos que naquele abraço, anos de solidão e esquecimento sentimental estavam sendo recuperados. 

Acreditamos que neste evento foi criado um elo de amizade difícil de esquecer.

Conquanto, será que podemos quantificar quanto valera aquele abraço?

Tem coisas que os valores materiais não compram, não substituem e não trazem satisfação.

Um abraço de coração vale mais do que mil palavras ditas sem sentir, viver e existir naquilo que diz.

Precisamos tomarmos a consciência que só o amor constrói; que ao abraçarmos alguém de coração, nas mais pura intenção fraternal, estamos vazão a alma nos seus anseios de comunhão.

Pare e pense! 

Alguém precisa ser abraçado.