terça-feira, 14 de abril de 2015

VOLTANDO A JERUSALÉM COM NEEMIAS PARA RECONSTRUIR OS MUROS E REPOR AS PORTAS QUEIMADAS A FOGO

Em Jerusalém os muros estavam caídos e as portas queimadas a fogo.

Os muros da cidade ou o que restara deles jazia em meio aos escombros.

Suas defesas eram nulas, e aquela que em doutras eras fora a rainha do mundo estava a mercê das feras, dos salteadores e no mais relés abandono moral, espiritual e social.

O caos vigente era mantido por interesses espúrios, medos e desânimos.

Sua memória estava legada aos anciãos sobreviventes dos tempos áureos de prosperidade, glória e domínio.

A cidade do grande Rei era um triste arremedo da glória, do templo e do culto ao Eterno Senhor dos céus e da terra.

Era preciso de um Neemias, com fé, determinação e despojo, para começar a reconstrução dos muros e das portas que defendiam e separavam a preciosa cidade do mundo de então.

De alguém que não estava refém dos palácios, das casas estucadas e do comodismo tão próprio de nós que olhamos para o nosso próprio ventre.

Nem mesmo a distância foi um obstáculo para impedir o que fervia no seu coração.

No entanto, Neemias dependia da autorização, guarda e dispensa do Grande autor da sua fé.

Para isso orou e jejuou por um longo tempo, até que chegasse a situação propícia para achegar-se ao rei, seu senhor aqui na terra.

A liberação foi notória, e os preparativos, recursos e ânimo para grande jornada foram empreendidos, e a viagem a terra prometida teve o seu primeiro passo.

Os colaboradores, as famílias e todos os demais partícipes para grande obra estavam unidos, e em movimento.

A chegada a cidade santa foi sem alarde, pompa ou anunciação.

Os inimigos da reconstrução foram pegos de surpresa; quando deram-se em conta a obra já estava em andamento.

Nem mesmos as cartas acusatórias de Tobias, Sambalate, governante e afins foram suficientes para impedir aquilo que estava no Coração do Senhor espraiado em Neemias.

Porquanto, Neemias não desceu do seu propósito de reconstruir os muros e as portas da sua amada cidade, para atender no baixo nível aqueles que queriam barrar a obra do Senhor.

Na vigia, com uma mão na obra e outra na espada, Neemias e colaboradores com cinquenta e dois dias deu defesas a Jerusalém.

CONCLUSÃO:
Cada um de nós somos o templo, o altar e os adoradores da igreja do Senhor Jesus Cristo, e que fazemos parte da Jerusalém celestial.

Se os nossos muros estão caídos e às portas queimadas a fogo pelo inimigo, com as defesas nulas, pois ainda estamos no cativeiro babilônico, é tempo de nos dar conta deste grave entrave, e colocarmos em nossos corações que precisamos fazer esta grande obra.

Se as Doutrinas Bíblicas de Salvação: Justificação, Regeneração, Adoção e Santificação para Glorificação, são os nossos muros e portas que nos regem e protegem na Cidade Santa, pois foram queimadas e destruídas pela Babilônia, há que se tomar uma decisão de restabelecê-las.

Conquanto, temos de sairmos do nosso próprio eu, da nossas casas estucadas e das comodidades do não me expor, e fazer a diferença em um tempo que a palavra do Senhor diz que vai da mal a pior.

Cada um de nós é responsável pela sua própria salvação; por isso esta colossal obra tem de ser feita em nós mesmos.

Este é o desejo do Grande Rei que nenhum de nós se perca, e para este eternal projeto já estamos liberados e abençoados por ELE. Basta que oremos, jejuemos, para sermos direcionados por ELE.

Vigiando, ordenados e fortalecidos por ELE, com uma mão na Espada do Espírito e a outra na obra, sem alarde, não adiantarão virem os Tobias, Sambalates e governos, com perseguições, cartas e outros para nos demover desta grande obra.

Não desceremos deste propósito elementar que resguarda a nossa fé contra as astutas ciladas do diabo de voltarmos aos princípios regidos e abençoados pela palavra de Deus.

Portanto, voltaremos a Jerusalém com Zorobabel para reconstruir o templo, e com Esdras para reconstituir o verdadeiro culto ao Senhor, para que a glória da segunda casa seja maior do que a primeira.

No entanto, para que a glória da segunda casa seja maior do que a primeira, o velho templo da pompa, da vaidade e da soberba tem que ser destruído.

Assim nos veio, assim o escrevemos.