terça-feira, 5 de julho de 2016

A PERDA DA VISÃO

Há dias passados era notório que a perda da visão chegara a um patamar que algo tinha que ser feito.

A leitura estava se tornando cansativa, dificultosa, e muitas vezes comendo pontos e virgulas.

A olhos vistos estava perdendo a visão e não queria ver; ia empurrando com a barriga para o dia 30 de Fevereiro; e lá se iam os dias, e as coisas iam de mal a pior.

Até que fora chamado a responsabilidade de falar da Palavra, mas pouco via dela.

Fomos até uma ótica, e para nosso espanto, a defasagem do olho esquerdo era quilométrica; o direito nem tanto, mas o conjunto da obra iria nos levar a cegueira.

A correção foi feita; as virgulas e os pontos foram colocados nos seus lugares, e a satisfação de ver quando não via, mas pensava visse, foi tamanha, que ficamos a pensar do porque não fizemos isto há mais tempo, prorrogando a dor, prorrogando o conserto.

A VISÃO DO REINO
Assim somos nós quando estamos perdendo a visão do Reino de Deus; muito embora ainda vendo, não queremos ver (Isaías 29, Mateus 13).

Estamos comendo às virgulas e os pontos da Palavra, transpassando os seus limites, dissolvendo a verdade.

A olhos vistos estamos no caminho da cegueira espiritual, mas não estamos querendo ver. Vamos empurrando com a barriga da indiferença, do descaso e do engano, e enganando a muitos.

Temos nome de que vivemos, mas estamos morrendo.

Estamos indo na ótica da fantasia, da mídia, onde não queremos ver que o nosso OLHO ESQUERDO está tomando o caminho do abismo e estamos indiferentes ao que nos rodeia.

Se o OLHO DIREITO ainda pouco vê, mas os sinais indicam que até AQUILO QUE POUCO VIA LHE SERÁ TIRADO.

Nos acostumamos com às imperfeições que aquilo que é perfeito a nossa visão está torcida dele.

NO ENTANTO, haverá um dia em que a responsabilidade da Palavra nos chamará ao compromisso, e o preço que iremos pagar por negligência, será além da cota.

O SINAL DOS TEMPOS

É mister que o sinal dos tempos tem o seu efeito profético no Santo Livro; mas se quero desconhecê-lo é sinal que estou a beira do abismo, e comigo muitos também estão.

O Senhor através da Sua Palavra, dos seus vasos tem nos chamado a atenção que o inimigo, o deus deste século tem nos roubado a visão do Reino; no entanto, estamos endurecendo o nosso coração.

Se a maioria estivesse certa, larga seria a porta que conduziria para o céu, e apertado o caminho e porta que nos conduziria para o inferno.

Muitos seriam os chamados, e poucos os descartados.

A diferença não existe na igualdade, porque, só os diferentes é que vão herdar a eternidade.

O TEMPO DO CONSERTO

Meus amados, é tempo de conserto, É TEMPO DE ABRIRMOS OS OLHOS, renunciarmos a nós mesmos; jejuarmos e dobrarmos os joelhos, e acima de tudo a cerviz da soberba, da vaidade, para retomarmos novamente o caminho da humildade.

O Senhor conserva os seus tições, pois não apaga o morrão que ainda fumega; nem trilha a cana quebrada no tempo determinado por Deus. Além dele é um risco de vida ou de morte espiritual.

É tempo de vermos que a obra é do Senhor; de que não somos donos dela; mas apenas mordomos de uma casa que transpassa esta vida e nos leva para a eternidade.

Assim como o Senhor deu vistas a Bartimeu, é preciso clamar ao Filho de Davi que também me dê a mim.