segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

MEU TESTEMUNHO – UM ENCONTRO COM O DEMÔNIO E DEPOIS COM O SENHOR JESUS CRISTO – PARTE 01


Uma das minhas primeiras e mais marcantes lembranças de criança, foi quando atravessava a praça central, em frente a pira, onde vinha vindo de um culto na Igreja Assembléia de Deus, de mão com mamãe, em Encruzilhada do Sul.

Minha saudosa mãezinha era participante nas escalas de serviços voluntários no Orfanato Lar Esperança, no tempo do saudoso pastor Júlio Cabral e da sua esposa Carmem; conquanto, entre idas e vindas vivi um certo tempo de minha vida ao meio de órfãos neste lugar.

O tempo foi passando; mudamos de cidade (São Jerônimo), e aos aproximados quatorze anos sai da igreja, e fui viver no mundo, pois já trabalhava e ganhava os meus trocados para comprar minhas pequenas coisas.

Mamãe nunca deixou de orar por mim pedindo que viesse para o Senhor Jesus; ela tinha calo nos joelhos, era uma profeta do Senhor.

O sobrenatural em nossas vidas sempre foi muito presente, devido às revelações as quais o Senhor fazia a mamãe depois de muita oração e choro.

Muitos anos se passaram; muito embora temesse ao Senhor, onde a consciência pesava quando cometia faltas, mas não queria vir para o Senhor de jeito nenhum.

Os avisos começaram a virem, e às coisas ruins a acontecerem, mas continuava na minha teimosia; porque, tinha muitos companheiros, famílias amigas de acampamentos, de festas, e eu não podia largar isto tudo.

Não foram poucos os chamados, os avisos e as conseqüências que um dia contarei se o Senhor permitir (temos os registros comprobatórios); mas as coisas foram se apurando, e a situação nos seus reveses foram acontecendo em minha vida para que tomasse uma decisão, e eu não tomava.

No entanto, como tudo para o Senhor nosso Deus tem um tempo determinado por Ele; o meu diante Dele não foi diferente dos demais irmãos:

O ENCONTRO COM UM DEMÔNIO
Muito embora tivesse amigos, colegas de trabalho crentes, e até lá de vez enquanto ia a algum culto, porque sabia que necessitava do Senhor, até que:

A HISTÓRIA

Uma de minhas cunhadas estava morando aqui em Alegrete, ela tinha filhos e filhas; sendo que uma das meninas naqueles dias com cerca de oitos anos, desde a sua infância ela brincava com crianças às quais só ela via. Hoje nós sabemos que são demônios mirins que dizem serem chamados no mundo espiritual do ocultismo de "Cosme e Damião".

Porém, eles começaram há tempos atrás daqueles dias a importuná-la, onde ela chorava, não querendo mais a companhia deles; sua mãe a levara em diversos credos para libertá-la, até a batizando em uma determinada denominação, mas nada a livrava daquele tormento.

Um dia perguntei a sua mãe (J) se podia trazer um Pastor de Libertação e Cura Divina para que orasse por ela, no que de pronto ela consentiu, pois uma tentativa a mais ou a menos não faria a diferença se desse mais uma vez errado.

Convidamos o hoje Pastor Valdoir Gói, naqueles dias Evangelista, e encarregado da Congregação da Boa Vista, a vir orar pela menina (R); a libertação dela foi imediata, pois a partir de então, às coisas silenciaram não a vendo mais com a luz acesa nas madrugadas, e nem o seu choro baixinho causado pela ação das trevas.

Dias depois, sei que era uma sexta-feira de Agosto (há mais de doze anos arás), não lembro exatamente o dia do mês que, naquela tarde subira ao apartamento para esquentar água para o mate, onde a (J), a mãe de (R) lavava a louça; eu ficara parado na porta da cozinha com a varanda conversando com ela, quando comecei a ouvir o som de alguém que estava folheando uma revista furiosamente na varanda.

Os arrepios foram tremendos, não tinha ninguém. No entanto, (J) disse que sentia a presença de algo invisível de ruim naquele lugar enquanto lavava a louça.

A tarde passou, e veio a noite naquele dia; eram aproximadas oito horas, eu estava deitado em meu quarto quando (R) entrou nele para pegar um travesseiro no roupeiro, onde me dirigi a ela dizendo:

Hei “RÔ”, pois assim a chamávamos carinhosamente: “Não tenho visto mais a luz acesa nas madrugadas, e nem ouvido você chorar; tá tudo bem?”

- Tio, “eles” não entram mais dentro de casa (apartamento), mas eu sinto que eles estão lá nas escadas do prédio!

Eu disse : me dá a Bíblia ai embaixo da mesinha da TV, que vou procurar uma Palavra de Deus para deixar aberta do lado da sua cama. 

Disse mais: assim que achar eu passo lá e deixo para você em cima da cadeira ao lado da cama; mas diga assim quando sentir a presença deles por perto: “Eu sou lavada e remida pelo Sangue do Senhor Jesus Cristo (ela tinha aceitado o Senhor Jesus); vocês não tem poder contra mim; podem irem embora, em nome do Senhor Jesus Cristo”.

Achei o Salmo 23, levantei-me, fui ao seu quarto, deixei a Bíblia aberta como combinara, e dirigi-me ao quarto de banho, quando:

Ao sair dali, percorri parte da varanda, quando passava perto de onde viera os sons estranhos da revista sendo folheada furiosamente naquela tarde, antes de entrar no banheiro fui agarrado pelo pescoço por uma força invisível, imobilizado os braços até os cotovelos, e a voz que saia da minha boca não era mais minha, mas do agressor.

Não conseguia respirar direito, estava sufocado, lágrimas caiam dos meus olhos; vi que ia morrer, daí lembrei-me da Bíblia, e a muito custo, reunindo as forças que restavam, com o movimento dos ante-braços que ainda tinha fui no quarto de (R) e consegui pegar a Bíblia aberto no Salmo 23, sai do quarto e vim para onde ele havia me pegado.

Sufocado, com um pouco de voz que tinha, dizia: Tu não tem poder contra mim, sai em nome de Jesus; mas nada acontecia, até que lembrei-me de me ajoelhar; quando consegui me dobrar parecia que os meus joelhos nunca chegavam ao chão, e sentia que havia facas de ponta que entravam neles, e ia rasgando tudo, podia imaginar o sangue correndo, a dor era tremenda até que eles bateram no chão, e eu fui largado imediatamente.

A respiração ficou acelerada pela falta de ar e a repentina entrada dele; os olhos banhados em lágrimas, levantei-me agarrado na Bíblia como se fosse uma tábua de salvação, fui ao meu quarto onde estava minha esposa que era de uma outra denominação em desacordo com o Santo Livro, para dizer-lhe algo:

Enquanto vestia uma roupa falei-lhe: “Marta, eu vou sair, não sei se volto, fica orando por mim.”

Certamente ela não entendeu nada, e nem ia entender o sobrenatural que estava me acontecendo.

Lembrei-me de ir ao Culto de Libertação e Cura Divina que estava tendo na Congregação da Boa Vista com o Pr Valdoir Gói.

Lá chegando, o culto estava no fim, na hora da oração em que muitos já estavam lá na frente do púlpito para recebê-la; entrei, e ainda no caminho para junto dos demais o Pr Gói me interpelou, me chamando de irmão sem ainda ser batizado:

Irmão Luis, o inimigo tentou contra ti, mas ele não tem este poder, passa pra aqui que vou orar por ti, não disse nada, só enchi os olhos de lágrimas até que ele disse: “Sai dele em nome de Jesus; cai, e 
não vi mais nada.

Levantei liberto pela misericórdia do Senhor nosso Deus.

O resto desta parte contamos na segunda etapa deste testemunho chamada: “UM ENCONTRO COM O SENHOR JESUS CRISTO”.