sábado, 27 de maio de 2017

QUANTO VALE UM ABRAÇO?



Os dias foram passando como vento levantando as folhas caídas das arvores no outono da vida.

O verão se fora, e com ele o trinar dos pássaros, o perfume das flores.

Uma tênue brisa das saudades passadas, aflora o coração pré anunciando que o inverno será duro e gélido.

A chuva fina na janela fria são como lágrimas quietas a rolarem solicitas de um rosto nos desencantos da vida.

A mente vagueia só, à procura de um porto em que possa atracar para um descanso de uma alma tão dorida.

Os versos urgem quase insanos para tentar explicar o que é inexplicável.

São como gotear de letras formando às palavras como em poças de água, contando a história ao longo da estrada da vida.

Falta-nos algo que os valores materiais não podem comprar; algo que para preencher o vazio, uma lacuna deixada a qual não se encontra no Shopping da vida, pois esta necessidade vem do profundo da alma.

Para satisfazer este imenso vazio, só o amor a Deus e ao próximo podem conter o remédio que não se encontram nas drogarias da vida.

Os sentimentos só podem serem saciados quando aplicados corretamente COM AMOR nas mais diversas situações apresentadas.

O amor nunca falha, e nele se encontra o remédio certo para a amargura errada.


UMA HISTÓRIA REAL

Há a um longo tempo atrás, estava estudando sobre a Palavra de Deus, e comecei a me contraditar a respeito do amor.

Dizia ao Senhor andando de um lado para o outro:

"Não vou pregar mais a Sua Palavra, pois como posso falar em amor, se não tenho amor (vivia seco) pra dar?"
"Como vou dar dez reais a alguém que me pede, se eu não tenho no bolso pra dar?"
Pela grande misericórdia Divina a resposta veio no mesmo tom da pergunta efetuada:


"DEMONSTRE"

Demonstrar o que Senhor? - perguntei eu.

O silêncio foi constrangedor, pois a resposta eu já deveria saber.



Logo veio-me a lembrança: "PLANTE".


Como vou colher se não plantar?

O Senhor nosso amado e bom Deus é amor; e ao fazer o homem no Jardim do Éden do húmus da terra, e dele a humanidade para viver em humildade.

Se não for humilde e manso de coração como vou encontrar a paz para minha alma? (Mateus 11.28)

Se não perdoar e não pedir perdão, como VEREI, ANDAREI E ENTRAREI no Reino de Deus?

Desde então passamos a valorizar muito mais do que se valorizava às pessoas, dando-lhes um grande e TERNO ABRAÇO.

Notamos de imediato que o efeito do remédio era eficaz; pois quando abraçávamos determinadas pessoas, elas prolongavam aquele abraço como se fosse uma tábua de salvação; como se fosse tudo o que elas precisavam naquele momento.

Começamos a espalhar abraços, e a semente do amor começou a brotar em nossas vidas, com frutos de amizades, carinho e consideração.

Aonde vamos, a atenção, o abraço (quando permitem) é o nosso cartão de visitas.


OUTRAS HISTÓRIAS REAIS (2)

Certa vez há anos atrás, ouvia a discussão de um pai com um filho:

Dizia o pai ao filho: O que é que você está reclamando, se eu te dou tudo o que tu me pede e eu posso te dar? - Até uma moto vou te dar!

A resposta que mãe do menino nos confidenciou foi: "ELE SÓ QUERIA UM ABRAÇO".

Os valores materiais não podem suprir o amor, o carinho e a atenção.

HISTÓRIA (3 e 4)

Por duas vezes tivemos a experiência de abraçar pessoas que estavam ébrias.

Uma delas com corrimento nasal, suja, mal cheirosa; quando a abraçamos sentimos a eficácia daquele abraço; pois ela tremia, apertava cada vez mais, e chorava ao mesmo tempo.

A necessidade daquele abraço fora como um balsamo para uma alma que talvez nunca o tivesse tido naquela situação.

Como resultado, esta alma nunca se esqueceu daquele dia; e por diversas vezes o seu pai nos confidenciou este fato.

A segunda alma ébria no abraço, tremia, apertava e chorava. O Senhor nosso Deus fez algo que ficou guardado em nossos corações que um dia irá frutificar.


O TEMPO DE UM ABRAÇO

Quando às palavras perdem o seu efeito, o silêncio de um simples e terno abraço fala dentro do ser e liberta o oprimido das prisões da alma.

Sentimentos adormecidos são acordados pela sutileza do encontro fraterno do esquecido com o lembrado; quando envoltos em um simples e terno abraço.

Saudades podem serem acalmadas, mágoas podem serem tiradas, e a paz pode ser restabelecida.

Sentimentos não se podem medir, pesar, e nem tampouco quantificar.

Sentimentos se vive, se doa, se recebe.

O TEMPO DE PLANTAR

Só podemos saber quanto vale um abraço, quando começamos aplicar (plantar) de todo o nosso coração, e sem acepção de pessoas.

As experiências vividas nos abraços ofertados nos trouxeram um rol de amigos que  não podemos contar.

Um abraço sincero vale mais do que mil palavras nuas e vazias do sentimento de fraternidade, amor e caridade.

O amor cura; um abraço cura!

Quanto vale o seu abraço?